03 Passos para criar o seu colçhão financeiro

Tempo de leitura: 5 minutos

Já pensou em ficar doente, ser demitido do emprego ou ficar impossibilitado de trabalhar e pagar suas contas do dia a dia?

Já pensou no problemão que isso pode acarretar?

É aí que surgem as dívidas impagáveis. Formar um “colchão” financeiro para eventualidades deve ser uma atitude prioritária, na minha opinião e na opinião dos principais planejadores financeiros.

Agora, pense que com tudo isso acontecendo você não precisa de desesperar, pois tem o equivalente a 12 meses de contas pagas guardadinhos. Seria maravilhoso não é mesmo? E é totalmente possível!

“A reserva de emergência deveria ser, o primeiro investimento de qualquer Pessoa”. Não adianta pensar na aposentadoria ou investir em ações sem antes guardar uma reserva para as necessidades imediatas – senão, o patrimônio formado para outros fins pode ser ameaçado. “É como se fosse um auto seguro”.

Mas…

Por onde começar?

Quanto maiores os gastos mensais (não os rendimentos), maior a reserva. Em caso de desemprego, o mais confortável seria economizar o valor equivalente a 12 meses de despesas, se você tem um gasto mensal de R$ 2 mil, logo deve ter uma reserva de R$ 24 mil.

Perceba: É o quanto você gasta, e não o quanto você ganha

Você pode levar um tempo para conseguir montar essa reserva, poderá levar meses ou mesmo anos, mas o que importa é fazê-la e ter essa consciência financeira. O importante é começar a guardar pelo menos 10% do que ganha para constituir a reserva financeira.

Como gardar dinheiro?

Infelizmente tem gente que defende que seja dinheiro parado na conta corrente, mas o mais indicado é que você aplique este dinheiro em algum investimento seguro – poupança ou renda fixa – para que ele não se desvalorize e ainda vá crescendo um pouco com o passar do tempo. Sempre que o valor reservado for superior ao seu gasto em 12 meses, você poderá sacar o excedente e destinar a algum outro investimento.

O “problema” é que a tranquilidade que este recurso te traz é tão grande que você não irá tirar o dinheiro. Deixará lá para que ele te traga cada vez mais segurança, ampliando aos poucos o tempo que te cobre todos os gastos.

Cuidado com o seu padrão de vida

Há um ponto neste fluxo financeiro que pode colocar tudo a perder, e muita gente faz isso. É aquela vontade incontrolável de gastar. Quanto mais você agir por impulso emocional, menores serão as chances de o restante do fluxo ser bem alimentado. Você deve alinhar seu padrão de vida e suas emoções.

Quando suas fontes de renda aumentarem e você ver sua reserva financeira cheia e suas aplicações crescendo mês a mês, as tentações aparecerão. Uma TV mais moderna (ainda que sua esteja ótima), um carro mais novo (ainda que o seu te sirva bem), mudar para um apartamento ou casa maior (ainda que a família continue do mesmo tamanho), e por aí vai.

Nestes momentos, lembre-se do seu objetivo – a independência financeira – e não deixe suas emoções traírem a sua razão. Aliás, entenda que quase todas as nossas decisões de consumo são emocionais, portanto é fundamental aprender a controlar isso.

Escrevi abaixo 3 dicas interessantes para você começar hoje a gerar dinheiro para investir no seu colchão financeiro, mas PRESTE ATENÇÃO:

Você deverá no mínimo usar 10% de sua renda para fazer seu colchão, eu indico 20%, quando a pessoa é comprometida com o que precisa ser feito ela consegue. As dicas abaixo são apenas para você dar aquele gás nesse início que não é fácil, e ver que é totalmente possível fazer e poupar dinheiro a qualquer momento e situação.

Vamos lá!

1 – Sempre damos aquela geral em casa e no escritório para saber o que podemos retirar e nos livrar, não é verdade?

Já parou para pensar que existem coisas que podem ser vendidas e gerar uma renda bem legal? Pode ser uma cadeira, um livro, um sapato. Qualquer coisa que tenha um valor significativo e pode dar um retorno financeiro imediato. Só precisa estar em boas condições, é claro! Essa é uma excelente forma de fazer um dinheirinho. Geralmente essa dica é usada para gerar renda extra, mas acredito que podemos usa-la aqui e ficarmos satisfeitos com os resultados.

2 – Reduza alguns custos como sair para jantar fora, comprar roupas novas ou ir para a balada todo fim de semana.

Todo dinheiro que deixar de gastar você poderá guardar também. Imagine que toda sexta e sábado você sai com amigos ou coisa assim para se divertir, beber, jantar. Agora, imagina que você gasta R$ 150,00 por final de semana (tem gente que gasta bem mais) em 4 semanas você gastou R$ 600,00. Imagina esse valor vezes 2 ou 3?

Não estou aqui dizendo que você vai parar de ter momentos agradáveis com família ou amigos, mas existem coisas que você pode substituir e ainda assim ficar feliz e descansar. Analise o que sua cidade oferece de forma gratuita, ao invés de sair para jantar prefira ficar em casa e fazer maratona de filmes e séries no Netflix com um jantar preparado por você e chamar os amigos.

3– Conte para o maior número de pessoas possível envolvidas no seu dia a dia sobre seu projeto financeiro.

É importante seus amigos e familiares saberem do seu propósito. Você precisa contar sobre isso e pedir respeito e cooperação. Não vale o amigo saber que você está focado e ficar insistindo para sair e ir às compras. Aproveite e passe essa visão e conhecimento para essas pessoas. Incentive –as a começar o quanto antes.

Uma família com as finanças bem equilibradas é feliz e consegue a partir daí realizar sonhos e viver lindos propósitos!

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